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11º aniversário da LegOficina

por baixinho, em 06.04.16

Hoje é o décimo-primeiro aniversário deste blog, a LegOficina dos Baixinhos. Nestes onze anos de vida muitos acontecimentos se passaram no mundo LEGO, no entanto gosto de olhar para este tempo e pensar em todo o desenvolvimento que assisti e também participei.

Para registo, este é o 2280º post, existem 735 comentários e 12 reacções (que não sei bem o que são :D).

Agora é continuar :)

 

ps. A fotografia acima é de parte da minha LegOficina (e da Tânia) a 23 de março de 2005.

 

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publicado às 10:20

Eu sou o Mundo

por baixinho, em 23.03.16

Je suis encore et resterai le MONDE

A comunidade AFOL também mostrou a sua consternação em relação aos atentados de ontem. De todas as imagens que vi, esta construção do 6kyubi6 foi a que gostei mais.

De notar também o pormenor de ter um íman LEGO (e outro dentro) para segurar a construção por fora do globo.

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publicado às 12:38

Amarás os revendedores de LEGO!?

por baixinho, em 11.02.16

Este artigo do All About Bricks sugere que, de forma até pertinente, os AFOLs deverão aceitar e até gostar da existência de revendedores LEGO, vulgo o pessoal que compra sets para os vender mais tarde. Basicamente o autor explica que se os revendedores não existissem, os sets descontinuados não existiriam. Portanto mais vale comprar caro do que não comprar de todo.

Pessoalmente não concordo com a ideia. Acredito que isso poderia acontecer num pequeno número de sets, mas na sua maior parte não. Basicamente, se os revendedores não comprassem os sets, ficariam nas prateleiras das lojas e acabariam por ser comprados mais tarde por alguém.. e provavelmente pela tal pessoa que iria comprar a um revendedor.

O fenómeno dos revendedores LEGO começou a aparecer quando o movimento AFOL ganha algum volume, ou seja durante a primeira década deste século. Com o contínuo aparecimento de novos AFOLs, muitos deles perderam os primeiros lançamentos de UCSs Star Wars e mais tarde os modulares. Pessoas que pagariam qualquer preço (?) para completar as suas colecções.

Portanto a ideia será comprar já e vender quando a LEGO deixar de produzir, já que como aparecem sempre novos AFOLs esse vão precisar de conjuntos que já saíram de circulação e não se encontram em lado algum.

O problema é que como todos os sets foram vendidos (para crianças, AFOLs e revendedores) e já não se encontram nas prateleiras, estes novos AFOLs só tem a hipótese de comprar aos revendedores. Isto se pensarmos que raramente um AFOL se desfaz de um conjunto e uma criança só o fará quando chegar a adulto. Claro que nestes dois últimos casos deveremos pensar que o conjuntos não estarão em estado de MISB.

Se não houvesse revendedores bastaria fazer uma procura por várias lojas até encontrar o que queria. Eventualmente até poderia-se ir ao eBay e ao Bricklink comprar algo que não estivesse nas lojas.. e não estaria com preços absurdos porque os vendedores seriam basicamente AFOLs que desfaziam de algumas coisas e não pessoal que vive daquilo.

Sim, sou desse tempo. Entrar em lojas e encontrar conjuntos com mais de 10 anos a preços aceitáveis. Cheguei a encontrar um 6285 Black Seas Barracuda por 100€ (não comprei porque não tinha €s suficiente), vários 6886 Galatic Peace Keeper a 10€ (comprei 2 ou 3 :)) e até um 6769 Fort Legoredo já em 2009. Cheguei a ter na mão preciosidades de Classic Castle e Classic Space.

Hoje em dia encontrar um conjunto com mais de 4 anos..

No entanto também há que dizer que interessa haver revendedores, por causa do acesso a peças!!!

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publicado às 15:50

Os MOCs de 2015

por baixinho, em 10.02.16

MOCs 2015

Um pouco atrasado mas aqui vai o apanhado das construções que fiz durante o ano de 2015. Menos do que os anos anteriores, mas com uma diversidade interessante.

A ver se este ano melhoro :D

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publicado às 12:52

Como tornar-se um construtor de MOCs

por baixinho, em 01.02.16

A principal característica do brinquedo LEGO que me fez tornar um AFOL foi sem dúvida alguma a possibilidade de criar algo novo, de construir o que quiser. Nestes muitos anos de AFOL já criei naves, castelos, edifícios, aviões, barcos, etc e não tenciono ficar por aqui. A brincadeira é limitada pela imaginação, e isso não me falta.

Por isso levei (imenso) tempo a perceber que nem todos os AFOLs viam o LEGO como eu via, uma ferramenta para criar. Ok, coleccionismo é interessante, a procura de completar a colecção, o estudar a evolução do objecto, a procura de raridades, a compra e venda, etc. Mas isso acontece com o LEGO como acontece com qualquer outro tipo de coleccionismo. No criar é que está a (grande) diferença.

Portanto durante muito tempo achei estranho haverem mais coleccionadores de LEGO do que construtores.. e pouco a pouco fui apercebendo-me que o problema estava mesmo no "criar". Pelos vistos nem toda a gente está à vontade com isso.

Desde que me lembro que utilizo as peças LEGO para criar. Talvez porque comecei a colecção com as peças herdadas dos meus irmãos e não haviam instruções para nada. Portanto tive logo que por-me a construir coisas se queria dar utilidade às peças que tinha. Claro que depois tive alguns conjuntos, mas a verdade é que pouco duravam já que as peças eram preciosas para construir outras coisas.

E quando me tornei um AFOL continuei igual, esventrei imensos sets (alguns verdadeiras preciosidades que ainda encontrava em lojas, como Classic Space, Classic Castle, os primeiros Pirates e até mesmo o Café Corner) já que precisava de peças para construir. Se no início ainda pensava que poderia reconstruir o set quando me apetecesse (já que tinha as peças e as instruções), na verdade nunca o fiz :)

Mas voltando atrás, cada vez mais fico com a impressão que não existem mais construtores, pessoas que realmente utilizam o LEGO para o que ele serve, porque há dificuldade em construir. Coisa que para mim é natural e onde tiro o maior prazer neste hobby.

Tão natural que li este artigo no BrickPile com bastante interesse. Explica de uma forma bem sucinta como alguém que não constrói MOCs o pode fazer. Aconselho a qualquer AFOL (seja construtor ou, principalmente, coleccionador) a dar uma vista de olhos e, talvez, começar a construir qualquer coisa :)

(a fotografia é do meu primeiro MOC como AFOL)

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publicado às 15:29

Camaleão

por baixinho, em 11.01.16

Não sou propriamente um fã do David Bowie, mas é um músico que sempre esteve presente na minha coleção de álbuns ao longo dos tempos e plataformas (vinil, k7, cd, minidisc, mp3 e agora Meo Music).

Fica aqui uma construção do Gabe apresentada no Eurobricks em abril de 2014 em jeito de singela homenagem a uma figura incontornável.

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publicado às 09:53

2015, um ano LEGO em revista

por baixinho, em 01.01.16

Mais um ano passou e, como sempre, os acontecimentos neste hobby foram imensos. Vou continuar com o hábito aqui no blog de fazer um pequeno apanhado dos momentos mais significativos.

The Gathering (2)

MOCs

O que salta logo à vista é que não construí tanto como no ano passado. Apresentei onze MOCs contra dezassete em 2014. Claro que ter um filho bebé pode ter sido a principal causa desta situação, no entanto há que admitir que voltei a jogar computador regularmente (este foi um dos meus principais hobbies nos anos 90) e também construí muito para displays (por exemplo o Star Wars batalha de Hoth), construções estas que por norma não apresento como MOCs. Tive também muitas tarefas relacionadas com LEGO e com a 0937 que diminuíram o tempo disponível para construir.

Comecei e acabei o ano a apresentar MOCs que criei para a Leila, a Outra Casa para a Leila e o Esconderijo da Gata. O primeiro foi considerado como MOC do Mês (em conjunto com uma construção do CesBrick) pela Comunidade 0937, feito que consegui repetir mais tarde em outubro com o The Icy Race. Construção esta que fiz para um dos desafios do Lusitanis. Outra construção que fiz para o Lusitanis foi o The Gathering em fevereiro, um dos MOCs que mais gozo me deu em construir em 2015. Outro que me deu imenso prazer em construir foi o Clan’s Moving House. Construção um pouco na onda do último filme do Mad Max que fiz praticamente numa tarde. Destaco também a escola primária que fiz em maio, já que não é muito vulgar eu construir baseado em estruturas reais. Por fim há que referir o regresso ao meu OutroMundo em novembro com dois MOCs. Primeiro com um pequeno MOC, o OzCraft, e o segundo, Through the Swamps of Graan que é na verdade um landscape já que todos os veiculos já tinham sido criados no passado. Adorei fazer pela primeira vez um pequeno display para o OutroMundo bem como revisitar alguns MOCs antigos.

 

C0937

Muito do meu tempo dispendido com o hobby é também dedicado à Comunidade 0937. Fazer parte da organização do grupo dá sempre algum trabalho. Além disso faço questão em participar na maior parte das atividades. O ponto alto deste ano foi novamente o Arte em Peças. Evento que pelo seu formato dá sempre um enorme gozo em participar.

O final deste ano revelou-se de enorme importância para a C0937 e para o seu futuro. Três dos seus membros foram contratados pela LEGO como designers, comprovando assim a qualidade que realmente existe nas construções que habitualmente habitam tanto o fórum como os eventos da comunidade. De seguida temos o desafio lançado pela LEGO para a C0937 organizar um Fan Weekend, segundo evento neste formato no mundo (o primeiro é o já tão conhecido Skaerbaek Fan Weekend). Por fim temos a abertura do espaço Caixa de Brinquedos em Paredes de Coura que significa uma nova forma de colaboração entre a comunidade e o município.

 

Eventos

Participei em vários encontros da C0937, mas o que ficam para a memória são estes:

fevereiro, encontro na casa do Alexis; maio/junho, Arte em Peças em Paredes de Coura; setembro, encontro em Paredes de Coura; outubro, BrickSur em Granada; novembro, montagem da exposição de Leiria; dezembro, abertura da Caixa de Brinquedos em Paredes de Coura.

Todos encontros e eventos bem diferentes entre si, mas todos com muita conversa e boa disposição à mistura.

 

LEGO e sets

É verdade, cada vez compro menos LEGO e cada vez estou menos atento às mil e umas notícias de curiosidades sobre a marca ou empresa. Claro que mantenho uma relativa atenção ao que vai saindo, mas cada vez dirigo mais a minha atenção ao que a Comunidade AFOL vai fazendo, ao que faz a Comunidade 0937 e tentar eu próprio fazer coisas relacionadas com LEGO :)

Por isso, e como não mantenho registo do que compro, tenho a impressão que este ano apenas comprei minifigs, Mixels e três sets Friends/Elves para a minha filha..

 

Agora é esperar por um bom 2016. Para todos.

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publicado às 22:20

E Vão Cinco

por baixinho, em 09.12.15

Hoje a Comunidade 0937 divulgou que três dos seus membros foram contratados pela LEGO como designers.

César "CesBrick" Soares, Pablo "pabloglez" Gonzalez e Tiago Catarino juntam-se a outros dois membros da C0937, o Marcos Bessa e ao Ricardo "evildead" Silva, no quartel general da LEGO em Billund, Dinamarca.

É com grande orgulho que vejo esta notícia. Fui um dos fundadores e continuo a ser bastante ativo na Comunidade, ver três dos nossos serem escolhidos para trabalhar na empresa que fabrica as peças do nosso hobby só representa que temos trabalhado bem e com qualidade.

Espero sinceramente que corra tudo bem com eles e acredito que alimentarão este nosso hobby com conjuntos de qualidade!

Notícia na Comunidade 0937.

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publicado às 09:49

Ser AFOL

por baixinho, em 18.10.15

Used And Abused

Ontem ao pesquisar sobre o Istok no blog, tropecei neste post que fiz há mais de 6 anos. Por coincidência, também ontem numa conversa com outro AFOL, o tema era o mesmo. O que é ser AFOL.

O texto apesar de antigo, continua relativamente atual. Não fala do pessoal que olha para o hobby apenas para comprar e vender ou o pessoal que apenas "vê", seja fotos na net ou exposições. No entanto creio que intitular de AFOL este dois grupos de pessoas seria um pouco forçado.

Aborda mais a faceta do coleccionismo e, principalmente, a faceta da construção. Segue-se o texto na integra (apesar do link acima):

Quando um velho conhecido descobre que um dos meus hobbys é LEGO, a habitual pergunta é “ainda brincas com legos?!”. Além do ponto de interrogação leva também com o de exclamação para melhor transmitir a ideia de admiração que normalmente a pergunta contém.

Ignorando o erro na expressão “legos”, não, não brinco com LEGO. A menos que se considere que um jogador amador de futebol esteja a brincar com a bola num qualquer jogo da terceira divisão regional (nem sei se isso existe).

Segundo o dicionário Priberam, brincar possui estes significados:
1. Divertir-se.
2. Entreter-se com alguma coisa infantil.
3. Galhofar; gracejar.

4. Agitar maquinalmente.
5. Proceder levianamente.
6. Fig. Agitar-se (diz-se das ondas).

Destes significados interessam para o caso os dois primeiros.

Divertir-me.
Sim, divirto-me quando construo um set ou um MOC(1), quando planeio uma nova construção original, quando vejo outros MOCs, quando participo em reuniões e encontros com outros AFOLs, quando escrevo e discuto sobre LEGO, quando estou a trabalhar em prol da Comunidade AFOL, etc. Mas alguma destas actividades transmite a ideia de brincar? Parece-me que não.

E “entreter-se com alguma coisa infantil”?

Sem dúvida que as peças LEGO são no seu âmago, um brinquedo. Bem, alguns conjuntos que a LEGO lançou nos últimos anos já não são bem brinquedos, tanto pelo seu elevado preço como pelo grau de complexidade construtiva. Mas pessoalmente já deixei de olhar para as peças LEGO como um simples brinquedo que teimo em não deixar mas mais como partes integrantes de um hobby. Mais ou menos como um jogador de futebol não olha para uma bola como um brinquedo.

Continuando a utilizar o mesmo exemplo. A bola pode ser um simples brinquedo mas a sua utilização e tudo o que envolve a sua utilização pode chegar a elevados graus de complexidade. Basta pensar no mundo do futebol e o no dinheiro que está envolvido para ter uma ideia do quão sério pode ser um… brinquedo.

Se um objecto simplesmente redondo pode provocar isso tudo, porque não as peças LEGO?
Exacto, as peças LEGO por si só já possuem um certo grau de complexidade, se adicionarmos tudo o que se passa à volta delas.. então ficaremos com um hobby rico de actividades intrincadas de tal maneira que já deixam de ser propriamente uma brincadeira.

O hobby LEGO é tão complexo,  rico e dinâmico que pode tomar várias formas. Normalmente dividem a Comunidade de AFOLs em duas porções. Aqueles que coleccionam sets e aqueles que constroem MOCs. Claro que esta divisão não é completamente correcta e exclusiva visto que a maior parte dos AFOLs até fazem as duas coisas, mas para efeito de facilitar a explicação do hobby vou deixar assim.

Existem os AFOLs que coleccionam sets. Não incluo aqui a actividade redutora de comprar e acumular sets, isso qualquer pessoa pode fazer. Da mesma forma que coleccionar selos é diferente de acumular selos, coleccionar sets não se resume à compra e acumulação dos mesmos. Há todo um processo de classificação, estudo, pesquisa e busca que tornam a actividade extraordinariamente interessante. Lembro-me sempre do espanhol Rick83 e da sua pasta no BrickShelf e é também de recordar a exaustiva classificação dos primeiros sets LEGO por Gary Istok, como bons exemplos do que pode ser um coleccionador de sets LEGO. Só não me dedico mais a esta faceta do hobby porque teria que despender ainda mais dinheiro na concretização do hobby.

Mas esta faceta do hobby LEGO é exactamente aquela que se encontra no coleccionismo de outros brinquedos e outros objectos. Restringir o hobby LEGO ao coleccionismo é extremamente limitador do que o hobby pode realmente ser. O brinquedo LEGO já se distingue da maioria dos outros brinquedos pela sua capacidade de se transformar num “brinquedo novo todos os dias”(2), então o hobby também deverá  explorar essa capacidade de transformação.

Podemos então começar a falar na construção de MOCs. A concepção de um MOC em LEGO é essencialmente a razão  principal para me ter tornado AFOL. Ter uma ideia, passá-la para peças LEGO, jogar com as limitações e possibilidades das milhares de peças LEGO para conseguir compor o que pretendo sem no entanto recorrer a “batotas”, é uma das actividades de onde retiro mais prazer. É mesmo nessa actividade que o hobby mostra toda a sua riqueza, basta para isso navegar no BrickShelf e no The Brothers Brick (ou noutros sites sobre o assunto), para qualquer pessoa ficar maravilhada com o resultado daquilo que os AFOLs podem fazer com peças LEGO. São essas mesmas maravilhas que tornam o hobby LEGO único e especial.

Como em todas as actividades humanas, quando uma actividade começa a crescer, vão também prosperar outras acções paralelas que só tornam essa mesma actividade mais rica e dinâmica. Temos livros sobre técnicas de construção, temos reviews de sets, temos eventos e convenções, temos revistas, temos concursos, temos jogos, temos uma infinidade de possibilidades que tornam o hobby LEGO num dos mais dinâmicos que conheço. Para provar isso, basta fazer uma pesquisa de imagens no Google sobre um qualquer assunto (de preferência em inglês). No meio do resultados da pesquisa é normal aparecer uma qualquer construção LEGO.

Mas voltando ao significado de ser um AFOL, como é que uma pessoa sabe quando é um AFOL? Acho que quando o sentir. A própria constituição da sigla indica isso. Um Adult Fan Of LEGO é um fã, e um fã é no fundo, um admirador. E o acto de admirar é pessoal, portanto só o próprio é que o pode definir e avaliar.

Mas um admirador de quê, da empresa LEGO ou do brinquedo que ela fabrica? A ambiguidade desta sigla já levou a alguns adoptarem a designação de ALE (Adult LEGO Entusiastic). Como digo acima, coleccionar LEGO é uma faceta do hobby, mas o que torna este hobby único é mesmo a possibilidade de construir.. e isso é relativamente independente da empresa.

Quando me tornei AFOL era estudante, por isso o orçamento para o hobby era bem limitado. Todos os conjuntos que comprava (incluindo algumas raridades dos anos 80) eram invariavelmente abertos, montados e posteriormente divididos para peças. Todas as compras eram estudadas tendo em conta a maximização da utilidade das peças adquiridas. Agora tenho a sorte de ter um emprego, o que facilita a aquisição de peças e sets e que minimiza também o cuidado na escolha, podendo mesmo pensar em investir a longo prazo. Mas ter mais peças acumuladas em casa, faz de mim mais AFOL? Seria no mínimo estúpido calcular o meu amor ao hobby por uma característica externa ao mesmo, o dinheiro disponível para o hobby.

Por vezes sinto mesmo nostalgia de quando tinha poucas peças e tinha que construir um determinado MOC, com grandes limitações. O jogo de utilizar uma pequena variedade de peças era mesmo bastante desafiador. Como compreendo quando um novo AFOL chega ao hobby e sente-se extremamente limitado por falta de peças. Principalmente agora em que é inundado de bons MOCs por todos os lados, coisa que já não era tão vulgar quando comecei.

Claro que agora a facilidade de arranjar a maior parte das peças não torna a construção mais fácil.. mas sim diferente, com desafios diversos. Temos que conhecer mais peças e as formas em que elas interagem. Estamos atentos ao que se faz e das últimas correntes. Isso também torna o hobby interessante e enriquecedor.

A partilha de imagens de MOCs é outro dos pontos fortes deste hobby. Aliás, duvido que este hobby tivesse a projecção que tem se não fossem os AFOLs mostrarem o que constroem. Esta é provavelmente a maior publicidade que a própria LEGO pode ter.

Por isso ser AFOL também passa por mostrar o que se faz.

Por vezes pergunto-me porque gasto imenso tempo com actividades de divulgação deste hobby. Acho que é mesmo para dar a entender que ele não se limita a amontoar conjuntos/peças lá em casa. O interesse deste hobby vai muito além disso, basta saber procurar na Internet para nos maravilharmos!

(1)por favor, se não estão familiarizados com algumas palavras e siglas, consultem a Wiki0937 (link).
(2)Havia um spot publicitário da LEGO que continha mais ou menos esta expressão.

 

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publicado às 12:00

Após o Arte em Peças

por baixinho, em 08.06.15

Arte em Peças 2015 (26)

Nos últimos tempos estive demasiado ocupado com a organização do Arte em Peças (além de profissionalmente). Espero que agora a rotina volte aos poucos a instalar-se e a poder passar mais tempo aqui na LegOficina.

Falta decidir se vou simplesmente ignorar as dezenas de mails com novidades dos meus contatos no Flickr e centenas de posts nos blogs que sigo, ou passar horas a rever tudo :)

Na foto acima, um pouco do que trouxe de Paredes de Coura. Muito mais ficará na memória :)

Imagens do evento no fundo desta galeria no Flickr.

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publicado às 16:04


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